domingo, 11 de março de 2012

Procissão dos Passos - Vila do Carvalho  
       13 Abril 2014




Realiza-se dia 13 de Abril de 2014 Domingo de Ramos a Secular Procissão do Senhor dos Passos terá inicio as 16h na Igreja da Imaculada Conceição mais conhecida por Igreja velha no arraial será acompanhada pela Filarmónica Recreativa Carvalhense.






sexta-feira, 1 de abril de 2011

Morte do Padre António Maria - Comunicado da Diocese

A Diocese da Guarda e o seu Bispo cumprem o doloroso dever de comunicar o falecimento do Reverendo Padre António Maria Nunes Branco Prado.


A surpresa do acontecido é tanto maior quanto, na véspera do acidente que o levou à morte, o Padre António Maria participou com os colegas de arciprestado num trabalho pastoral conjunto que se prolongou até à refeição do jantar.


Ontem, dia 31 de Março, pelas 20H30, foi transportado, em estado de coma, de Pinhel para o Hospital Distrital da Guarda e de imediato transferido, de helicóptero, para os Hospitais da Universidade de Coimbra.


Acabamos de receber a triste notícia do seu falecimento, quando são 17H00 do dia 1 de Abril.


Neste momento de luto e dor para a Diocese, para o nosso Presbitério e em particular para os seus familiares, cumpre-nos reconhecer os relevantes serviços prestados à Igreja e à Sociedade pelo Padre António Maria. Exerceu o seu Ministério Sacerdotal na Guarda, no Fundão, no Rochoso e recentemente como Pároco de Pinhel.


Era uma figura socialmente muito considerada não só pelo seu desempenho como Sacerdote no interior da vida da Igreja, mas também pelos relevantes serviços prestados à sociedade, sobretudo através dos Bombeiros Voluntários, dos quais era Assistente Eclesiástico Distrital.


Deixa muitos amigos, em vários quadrantes da vida social, pois era uma pessoa de muitas relações e com quem dava gosto conviver.


À sua Família, às Paróquias que serviu, ao Presbitério Diocesano da Guarda e aos muitos amigos que nesta hora choram a sua inesperada partida deixamos as nossas condolências, enquanto o encomenda­mos, nesta hora de profunda dor, à Misericórdia Divina.


Guarda e Paço Episcopal, 1 de Abril de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Senhor chamou o Pe. Agostinho Castro

Faleceu Padre Agostinho Geraldes Castro, natural de Aldia de João Pires e Colaborador Pastoral em Benquerença, Meimoa e Penamacor e capelão de um Lar. Filho de Domingos Geraldes e de Maria Leitoa dedicou a sua vida sacerdotal ao Arciprestado de Penamacor.

Faleceu ontem com 91 anos de idade no Hospital Pêro da Covilhã. A Celebração exequial terá lugar inicio hoje (sexta-feira) pelas 10:30 na Igreja de Penamacor.
Logo após a celebração da Santa Missa, sai o cortejo fúnebre e o corpo vai a sepultar no cemitério de Aldeia de João Pires.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entrevista de D. Manuel sobre a GALP

Um escândalo para D. Manuel Felício, a Galp está a engordar à custa dos Portugueses, numa procura desinfreada elo lucro que deve ser travada pelo Governo. "O escândalo é este, é uma empresa Portuguesa ligada às energias e aos combustíveis, tem 400 milhões de lucro à custa dos nossos bolsos, do meu e dos outros, isso não pode ser, e aí temos de ver que a Autoridade de Estado tem de intervir, no caso de justiça, nomeadamente à procura do lucro desinfriado que nós encontramos no nosso meio".
A Galp fechou o ano com 441 milhões de euros, mais 27% de lucro que no ano anterior. A petrolífera explica os resultados com o aumento das reservas de petróleo e de gás natural, com a maior produção de crude e de com a duplicação das margens de refinação. Mas o Bispo da Guarda, avança com outros factores: "Esses lucros são para dar prémios aos seus gestores?, no lugar deles u fazia também como eles, porque ganho meras e bastava aumentar a factura aos meus clientes e eles não podem fugir, têm que me pagar".
Num País em que de acordo com D. Manuel Felício a factura da crise é repartida de forma injusta pelos Portugueses.

(Notícia TVI)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenómeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.

Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.

No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interacção, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.

Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.

As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para reflectir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contacto virtual não pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.

Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos media significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).

O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.

Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.

Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.

BENEDICTUS PP. XVI

(Tradução oficial do Vaticano)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Santo e Feliz Natal!
Adoremos o Deus Menino, o Nosso Salvador!

sábado, 11 de dezembro de 2010

D. José dos Santos Garcia partiu para o Pai




Faleceu hoje em Cucujães pelas 12:00h D. José dos Santos Garcia, Bispo emérito de Porto Amélia (Pemba) em Moçambique.
D. José dos Santos Garcia, nasceu em Aldeia do Souto (Covilhã), Diocese da Guarda a 16-04-1913, tinha então 96 anos, tendo sido ordenado sacerdote a 25-07-1938 e Bispo de Nampula (Moçambique) a 16-06-1957.
No passado dia 12 de Maio participou nas Vésperas com Sua Santidade tento oportunidade de o saudar pessoalmente e de receber a sua bênção no fim a celebração na Igreja da Santíssima Trindade.
Recebeu o sacramento da intimidade com o Pai (unção) no hospital da Covilhã.
D. José Garcia esteve nestes últimos dias no Seminário da Imaculada Conceição da Guarda tendo sido levado para Cucujães nas últimas horas da sua vida.
A Celebração Exequial terá lugar o na Igreja Paroqual de Cucujães (localiza-se ao lado do Seminário das Missões) pelas 15:00 de segunda-feira(13/12/2010).
Ficando o corpo no Cemitério de Cucujães como vontade de D. José.

sábado, 27 de novembro de 2010

Deus existe?!

Vejam este video..

                                          

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lançamento de um Livro

“Quando for grande quero ser Sacerdote. Seduzidos por Cristo e testemunhas da sua Ressurreição”, é o novo livro do Padre Martins.
Promete ser um novo sucesso pela sua qualidade e audácia.
O livro editado pela Paulus será apresentado no próximo dia 17 de Dezembro pelas 18:00 na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço - Guarda pelo prelado Diocesano sob a presidência do Cónego Eugénio Sério.
in Paulus

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mensagem de D. Manuel para a Semana dos Seminários

O Seminário, comunidade de discípulos de Cristo a caminho do Sacerdócio Ministerial

Em carta recentemente dirigida aos seminaristas de todo o mundo, o Papa Bento XVI contava a seguinte experiência pessoal. Em Dezembro de 1944 foi chamado para o serviço militar, na Alemanha, quando a II Guerra Mundial se encaminhava para o seu termo. O Comandante da sua Companhia resolveu perguntar aos que foram chamados para esta incorporação o que pretendiam fazer no futuro. Joseph Ratzinger disse que queria ser sacerdote católico. Resposta pronta do chefe militar: tens de procurar outra coisa qualquer, pois na Nova Alemanha já não há necessidade de padres.
A profecia não se cumpriu.
Esta “Nova Alemanha” duraria apenas mais uns escassos meses e a necessidade do Sacerdócio Católico, num mundo e numa Europa que se desejam novos, está, de facto, a crescer.
Isto acontece, apesar da tentativa constantemente renovada de prescindir dos valores que a Igreja e o Sacerdócio Católico se propõem apresentar e que são decisivos para a autêntica humanização da nossa sociedade. De facto, são muitos os que continuam a pensar e a dizer e até mesmo a propor modelos educativos que marginalizam a Igreja e com ela os valores que ela não desiste de viver e colocar no palco da vida social.
Para cumprir esta sua missão a Igreja precisa de padres.
Os padres são aqueles a quem Deus confia a primeira responsabilidade pela organização da vida da Igreja e das suas distintas comunidades de Fé. Mas mais do que organizadores e gestores, os padres são chamados a viver e a testemunhar a verdade que Deus quer dar a conhecer aos homens e o amor sem restrição que lhes dedica.
Ora, os modelos culturais e as propostas de vida que hoje são dominantes no nosso mundo nem sempre ajudam os nossos jovens a despertar para a beleza e a importância decisiva deste serviço à Igreja e por ela à sociedade enquanto tal. Uma cultura essencialmente marcada pela cedência ao materialismo e ao pragmatismo; uma cultura mais voltada para o sentimento, o estímulo da sensibilidade e a valorização do efémero do que para os valores perenes não ajuda a que as camadas mais jovens se concentrem no que é essencial e nos valores humanos de sempre. Mais ainda, quando se quer fazer passar a mensagem de que o centro e o critério único de todas as decisões estão só no indivíduo e na satisfação dos seus interesses e ele é que é a única medida das decisões que deve tomar, entra-se por caminhos de relativismo que não ajudam a construir personalidades fortes capazes de sacrificar tudo por ideais superiores.
É por isso que hoje a pastoral vocacional e sobretudo a proposta do caminho do Sacerdócio Ministerial às camadas jovens exige o apontar de modelos de vida que temos de considerar uma autêntica contra-cultura.
Não queremos nem podemos esquecer que os jovens aos quais dirigimos o convite para entrarem no Seminário e futuramente no exercício do Ministério Sacerdotal são jovens deste tempo em que vivemos, sujeitos às mesmas solicitações dos outros jovens e também com muitas debilidades e tentações comuns aos outros.
Mais ainda, ao ser-lhes proposto o caminho do Sacerdócio Ministerial também não lhes podemos apresentar só bons exemplos da parte daqueles que já somos sacerdotes ordenados. Há limitações e mesmo erros efectivamente cometidos por nós que já estamos no exercício do Ministério Sacerdotal, que não escondemos àqueles que se propõem seguir o mesmo caminho de serviço à Igreja e por ela à comunidade humana em geral.
A própria Igreja considera-se a si mesma, ao mesmo tempo, santa e pecadora, desde os tempos mais primitivos da sua existência.
É neste quadro da vida da Igreja e da nossa sociedade actual que, ao vivermos mais uma Semana dos Seminários em Portugal, desejamos dizer aos jovens da nossa sociedade que este é um caminho que vale a pena ser percorrido e, por isso, é bom que ele seja colocado entre as hipóteses de escolha àqueles que se encontram agora na fase de tomar as grandes decisões da sua vida.

Guarda e Casa Episcopal, 5 de Novembro de 2010
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Semana dos Seminários

Jesus Cristo, Bom Pastor
que dás a vida pelas Tuas ovelhas.

Tu és o Filho muito amado do Pai,

Tu és o nosso Mestre e Salvador.

Faz dos nossos seminários

Comunidades de discípulos,

Sementeiras de Amor,

de serviço e de entrega radical pelo Teu Reino;

sinais de esperança de um futuro de vida verdadeira,

em abundância para todos.

Fortalece e ilumina

no discernimento vocacional os nossos seminaristas;

confirma nos dons do Espírito Santo os seus formadores;

enche de generosidade e espírito de serviço

os auxiliares que com eles trabalham.

Recompensa e abençoa os benfeitores,

que com a oração e partilha de bens, zelam pela missão;

ampara o nosso Bispo e os nossos párocos,

para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio;

desperta a generosidade e a coragem dos nossos jovens

para Te seguirem e concede às nossas famílias o dom de

Te proporem como caminho, verdade e vida...

Nós Te pedimos por intercessão de Nossa Senhora,

Tua e nossa mãe…

sábado, 6 de novembro de 2010

Feliz Aniversário D. Manuel


Pelo seu 63º aniversário oramos e felicitamos o nosso Bispo.
Parabéns!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Faleceu o D. Tomaz da Silva Nunes

D. Tomaz era bispo auxiliar de Lisboa e antigo secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), faleceu esta noite.
Nasceu em Lisboa a 3 de Dezembro de 1942, D. Tomaz foi ordenado padre em 1973 e nomeado bispo auxiliar de Lisboa a 7 de Março de 1998. Todo o seu percurso esteve muito ligado à educação, sendo actualmente presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.
Licenciado em ciências geofísicas e em teologia, mestre em ciências da educação, D. Tomaz foi assistente da Liga Operária Católica e da Juventude Operária Católica.
Durante seis anos foi secretário e porta-voz da CEP e actualmente era vigário-geral da Cúria Patriarcal. Acompanhava as vigararias do Termo Oriental de Lisboa e pastoral sócio-caritativa da diocese.
É de notar que D. Tomaz era uma pessoa discreta, simples e dinâmica.
O corpo de D. Tomaz da Silva Nunes estará na Igreja de Fátima, em Lisboa. A missa exequial realizar-se-á amanhã, dia 2 de Setembro, pelas 11 horas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Peregrinação Diocesana a Fátima

Nos próximos dias 18 e 19 de Agosto irá decorrer no Santuário de Fátima a Peregrinação Diocesana e terá o seguinte programa:

Dia 18:
17h00 até às 19h00 - Celebração Penitêncial na Igreja da Santíssima Trindade
21h15 - Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, terço e procissão das velas
23h00 até às 24h00 - Vigília na Basílica

Dia 19:
9h00 - Oração da manhã na Igreja da Santíssima Trindade
10h30 - Celebração Eucarística com procissão
13h00 - Fim da peregrinação

sábado, 3 de julho de 2010

Solenidade de São Pedro e São Paulo



"Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo"


1. Hoje celebramos a festa do Papa - o primeiro da história da Igreja - que começou a sua vida como pescador no Mar da Galileia! As escolhas e decisões de Deus não respeitam e ainda bem a lógica e os critérios dos homens!
Interpelado por Jesus, que promete fazer dele pescador de homens, Simão decide deixar tudo para O seguir. Ele ainda não sabe que Jesus é "o Messias, o Filho de Deus vivo" e também não entende o que significa ser pescador de homens. No entanto pressentindo nele algo de muito especial, Simão aceita o desafio que lhe é dirigido por Jesus, dispondo-se a começar com Ele uma vida nova. Simão rompe com aquele que é o seu passado e desfaz-se das suas certezas e seguranças humanas, confiando a Jesus o seu presente e o seu futuro.
Simão passa a andar com Jesus, acompanha-O nas suas deslocações pela Palestina, testemunha a sua vida, o modo como se relaciona com as pessoas e as obras que realiza; escuta a Sua Palavra, quer quando prega às multidões quer quando se dirige mais privadamente aos apóstolos. Deste modo, Ele vai entrando na intimidade de Jesus e, nessa mesma medida, vai dando conta que Jesus se distingue radicalmente dos outros mestres do seu tempo. O seu ensinamento é de facto portador de algo divino. As palavras da sua boca soam como palavras do próprio Deus.
Por isso mesmo, Ele confessará, no contexto do discurso sobre o pão vivo descido do Céu: "Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6, 68). No momento em que muitos discípulos abandonam Jesus, por considerarem duras e insuportáveis as suas palavras, Simão decide-se a permanecer com Ele. Simão acredita que Jesus é o Pão vivo descido do Céu, o único que garante ao homem a ressurreição e a vida eterna.
2. Mais tarde, quando questionados por Jesus sobre a sua verdadeira identidade, Simão responde em nome dos apóstolos: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo". Simão acertou m cheio. A resposta não podia ser ais perfeita. De facto, Jesus é o Messias que liberta, é o filho de Deus que salva os homens.
Porém, para que Simão não se iluda e não se encha de orgulho, Jesus adverte-o que a exactidão da sua resposta se deve, não às suas capacidades humanas, mas a uma graça especial de Deus. Só com a ajuda do Pai celeste, o homem pode conhecer e acreditar em Jesus como "o Messias, o Filho de Deus vivo".
Nesta ocasião, Jesus, mudando o nome de Simão para Pedro, anuncia-lhe a sua futura missão: Ele irá desempenhar um papel fundamental na construção da Igreja de Cristo.
Após a sua ressurreição, Jesus volta a examinar Pedro. Agora, repetindo por três vezes a mesma pergunta, Jesus quer testar até que ponto Pedro O ama. Examina-o sobre o amor, porque só quem a alcança o verdadeiro conhecimento.
Pedro, embora se sinta incomodado e triste com a insistência de Jesus, afirma, sem qualquer hesitação interior: "Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo". A pergunta parece-lhe desnecessária, quase uma provocação. Se Jesus sabe tudo, certamente sabe que ele o ama e o ama muito.
Jesus - Ele que sabe tudo, que conhece o mais íntimo do coração do homem - não questionou a autenticidade da resposta de Pedro. Sabe que as palavras de Pedro correspondem ao que sente o mais íntimo do seu coração. Precisamente porque sabe que Pedro o ama e o ama assim tão intensamente, Jesus pode confiar plenamente nele. Por isso mesmo, Ele confia-lhe a sua Igreja. Pedro, deve continuar na Terra a missão de Jesus: a missão de congregar, apascentar, conduzir e confirmar todos os irmãos na fé.


3. Pedro é o primeiro Papa da Igreja. É um Papa muito diferente do que nós sabemos ou imaginamos de um Papa. É um Papa qe ão tem estado para governar nem bens para administrar; é um Papa sem poder nem riqueza, não vive em palácios nem ostenta vestes esplendorosas, não ceita títulos honoríficos nem outros privilégios humanos; não sabe teologia e desconhece o direito canónico, não faz discursos complicados nem promulga leis que compliquem a vida dos fiéis.
A sua única riqueza - a riqueza que Ele sente como seu dever parilhar com os homens - é Jesus Cristo, o Messias, o Filho de Deus. Ele compreendeu a partir do exemplo do Mestre, que a grandeza do homem não está em ser servido pelos homens, mas em servir os homens por amor de Deus.
Por isso, estou persuadido que Pedro nunca teve a noção de ser Papa, muito menos Santo Padre ou Sua Santidade, menos ainda Romano Pontífice. Ao ver la do Céu como são e querem ser tratados os seus sucessores, não devem deixar de encontrar graça e, ao mesmo tempo, sentir pena.
Ele teve plena consciência de que agia em nome de Cristo e de que, além disso, devia agir e viver como Ele. Por outras palavras, não só tinha consciência de que possuía o mesmo poder de Jesus, pois Jesus confiara-lhe a sua missão, mas que o devia exercer com o mesmo espírito de serviço, de desprendimento e de humildade, com a mesma dedicação e o mesmo amor.
É isto que se espera de Pedro, do Pedro de cada tempo da história da Igreja, quer ele se chame Pedro, Paulo, João ou Bento.
A fidelidade a Jesus passa necessariamente pela imitação da sua vida, pela identificação com Ele e não apenas pela transmissão de ensinamentos. De resto, se falta a fidelidade na imitação da sua vida, é muito difícil ser fiel no anúncio do seu Evangelho.
É dever de todos nós rezar por Pedro - o Pedro dos nossos dias é Bento XVI - para que Ele seja fiel a Jesus Cristo, à verdade da sua vida e do seu Evangelho; para que assuma a Palavra de Deus como único programa da vida e acção da Igreja; para que Ele confesse com a sua vida que Jesus é o Messias e o Filho de Deus vivo; para que, desse modo Ele fortaleça a nossa fé, construa a unidade da Igreja e faça crescer o Reino de Deus no nosso Mundo.


Homilia - Pe Hugo Martins
Santuário de Fátima, 29 de Junho de 2010
Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Papa em Fátima - Tudo a postos

A visita que Bento XVI irá fazer ao nosso país tem como principal motivo a deslocação a Fátima. Apesar da importância das celebrações em Lisboa e no Porto terão, ou do que se pode esperar dos encontros com a cultura, os religiosos ou os agentes da pastoral social, são o 13 de Maio, o centenário da beata Jacinta e a Capelinha das Aparições os motivos principais que trazem Bento XVI a Portugal, percorrendo o mesmo caminho já realizado por Paulo VI e João Paulo II, este último por três vezes. «O Santuário de Fátima vê com muitos bons olhos que o Papa, responsável máximo da Igreja, decida vir visitar este lugar. Nós sabemos que Fátima já teve a graça da visita de Paulo VI e de João Paulo II, este por três vezes, deixa-nos muitíssimos felizes que o Papa Bento XVI tenha este desejo de vir também a Fátima», declara o Pe. Virgílio Antunes, reitor do Santuário de Fátima, que em entrevista exclusiva à "Família Cristã" falou do significado especial desta vinda para o Santuário.
Para o reitor, o centenário da beata Jacinta coincidir com a visita de Bento XVI é uma feliz coincidência. «Não sei se o Papa terá vindo propositadamente, ou se não foi apenas uma feliz coincidência que decidisse vir nesta ocasião. Também celebramos os dez anos de beatificação dos pastorinhos, mas é curioso que o Papa venha no aniversário da Jacinta, aquela que, de entre os três, mais admiração tinha pelo "homem vestido de branco" que, em algumas visões, lhe aparecia sentado numa igreja com as mãos nos olhos, a chorar. Foi por esta figura, que Jacinta nem conhecia mas amava por saber que era o responsável pela Igreja, que ela ofereceu muitos dos seus sacrifícios», refere.


O Pe Virgílio acrescenta que este exemplo de entrega e dedicação devia ser seguido por todos. «Não interessa a pessoa que temos à frente da nossa Igreja, interessa que a apoiemos sempre, que soframos e nos alegramos por ela», defende. Apesar da feliz coincidência, Bento XVI não tem nenhum encontro previsto com crianças ou jovens, mas o reitor do santuário acredita que, ainda assim, elas «estarão presentes em muitos dos momentos de Bento XVI no nosso país».

Fátima está, então, preparada para receber todos os peregrinos que se resolvam deslocar nos dias 12 e 13 de Maio ao santuário para rezarem com o Papa, até porque lida com a realidade de os receber todos os anos. «É evidente que o Santuário de Fátima tem um conjunto de condições criadas diferentes dos outros locais, e estamos habituados a receber multidões mesmo a nível do pessoal do santuário. Mas a vinda do Papa traz algumas mudanças, sobretudo no que tem que ver com as questões de segurança, e que trazem alterações muitíssimo grandes, e que não dependem do santuário, mas sim da Santa Sé, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do Governo, etc. Está a haver uma colaboração muitíssima boa de todas as partes, mas teremos com certeza muitas mudanças que serão precisas fazer, nomeadamente no que diz respeito ao acesso das pessoas a certas zonas que serão apenas para os convidados dos encontros que irão acontecer», explica o Pe. Virgílio.

Além das questões de segurança, pouco mais haverá a alterar no esquema habitual de todos os anos, já que o santuário não tem noção de quantos peregrinos poderão vir e de que forma. «O recinto alberga cerca de 400 mil pessoas, mas muitas mais poderão ficar nas ruas adjacentes, por isso não sabemos quantos peregrinos poderemos receber», salienta, afirmando que a cada 13 de Maio o santuário recebe cerca de «25 mil peregrinos a pé», que são recebidos e tratados por pessoal voluntário em Fátima, e que apenas a esses é garantida a dormida. «O santuário não tem capacidade de alojar mais ninguém além dos peregrinos a pé, das pessoas do séquito papal, dos vaticanistas [jornalistas que acompanham o Papa nas suas viagens] e do pessoal do santuário. Temos um dispositivo para receber os peregrinos a pé, para lhes dar uma refeição e um local para dormir, em camaratas ou em colchões em centros ou pavilhões das congregações que são requisitadas para o efeito, além das tendas militares que são alugadas e que permitirão albergar centenas ou milhares de pessoas também», diz.

Serão cerca de mil pessoas, entre funcionário do santuário e voluntários da Cruz Vermelha, dos escuteiros, Ordem de Malta e enfermeiros e médicos católicos, entre outros, que irão prestar todo o apoio aos peregrinos que vierem em peregrinação. A esses, o reitor do santuário pede cuidado extra nas estradas e paciência na chegada. «Felizmente as pessoas hoje estão muito mais informadas sobre tudo, e já fazem caminhadas com coletes, que são muito importantes e têm filas únicas. Ao chegarem cá, apenas têm de manter a ordem e ser pacientes, pois todas serão atendidas e tratadas», garante quem já está habituado ao rebuliço das peregrinações ao santuário mariano mais visitado em Portugal.


in Revista Família Cristã

Abril 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vigília Pascal

Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia.
É este o cântico de alegria da Vigília Pascal e do Domingo de Páscoa, como também de todo o Tempo Pascal até ao Pentecostes.
Nele ressoa a mensagem surpreendente dos dois anjos vestidos em trages resplandecentes que dizem às mulheres: “Porque buscais entre os Aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou”.
A Vigília Pascal é a celebração mais importante de todo o nosso ano. Para ela nos preparámos ao logo dos 40 dias da Quaresma, por uma renovação mais intensa da nossa vida de baptizados; ela é, na verdade, uma autêntica explosão de luz, que vai iluminar a nossa vida não só durante o tempo pascal que agora se inicia e se prolonga até ao Pentecostes, mas também nas restantes partes do ano em que, sobretudo a partir do domingo e da Eucaristia Dominical, pretende¬mos que toda a nossa vida seja iluminada e ganhe novo sentido pela luz da Ressurreição de Cristo.

Toda a Liturgia hoje nos convoca para mergulharmos nas raízes mais fundas da nossa história de Fé e da nossa identidade cristã. Assim, pela Palavra de Deus, hoje mais abundantemente proclama¬da e meditada, contemplamos a história do amor de Deus em diálogo com os homens desde a criação, passando pela aliança com Abraão, Moisés e os Profetas, até à Ressurreição de Cristo, que inaugura uma humanidade nova, na qual nós já entrámos pelo Baptismo.
O acontecimento do Êxodo é um das mais importantes marcos desta história de salvação, como o Baptismo constitui também o mais importante marco da história pessoal da nossa Fé. Nele, como lembra hoje S. Paulo aos Romanos, nós morremos para tudo o que é velho, isto é, para tudo o que nos afasta de Deus, da comunhão com Ele e com os irmãos e ressuscitámos com Cristo para a vida nova de filhos de Deus. E é esse hoje o nosso estatuto. Estatuto que temos de todos os dias aplicar mais e melhor às nossas decisões e comportamentos. Quando, dentro de momentos, renovarmos as promessas do nosso Baptismo, queremos refazer o propósito de acelerar e aprofundar a nossa identificação com Cristo, exigência do Baptismo que, um dia, recebemos. A Eucaristia com que terminaremos esta Vigília Pascal vai ser o momento culminante do nosso encontro com Cristo Ressuscitado e da alegria que Ele em nós realiza.

Celebramos a Páscoa quando falta pouco mais de um mês para recebermos, em Portugal, a visita do Santo Padre Bento XVI. Ele vem, como já está divulgado, para nos ajudar a caminhar na esperança, reforçando a nossa identidade cristã e também o mandato para a missão recebido do próprio Cristo. É isso que nos diz o lema escolhido para divulgar esta visita papal – “Contigo caminhamos na esperança: sabedoria e missão”.
Desejamos desde já iniciar a nossa preparação para este encontro de graça com Aquele que é o Pastor da Igreja Universal, a cabeça do Colégio Episcopal e o Vigário de Cristo na terra.
Ele vem convocar-nos para reavivarmos a nossa Fé, sobretudo através do encontro mais forte e mais consciente com a Palavra de Deus. Vem para ajudar a dinamizar a nossa esperança e a revigorar a nossa caridade.
A nossa esperança cristã ficará mais fortalecida e dinamizada, na medida em que formos capazes de relançar a vida de Fé das nossas comunidades cristãs e também contribuirmos para abrir caminhos novos na superação das muitas dificuldades e crises que a nossa sociedade atravessa. Sentimos também que a nossa caridade, incluindo o que chamamos caridade organizada e que é responsabilidade inadiável de cada comunidade cristã, precisa de ser relançada. Precisamos de responder, com mais eficácia ainda, aos inúmeros dramas da nossa sociedade, particularmente às novas formas de pobreza, que não cessam de se multiplicar. Para isso temos de cuidar as iniciativas de solidariedade e acção social que já existem e criar outras, quando necessário.
Estas são algumas das razões que nos levam a esperar da visita do Santo Padre novos incentivos para levarmos a cada uma das nossas comunidades de Fé a chama e o dinamismo da vida nova em Cristo Ressuscitado. Pela parte que nos toca, desejamos que ela nos ajude a elaborar um programa de acção pastoral aplicável a todas e cada uma das nossas comunidades de Fé; um programa por onde venha a passar o fortalecimento da vida nova em Cristo Ressuscitado, mas também a resposta de Fé às alterações culturais e civilizacionais em que hoje vivemos. Encontro com Cristo Ressuscitado através da sua Palavra e caminhos de resposta, com a luz da Fé, aos grandes problemas que hoje se colocam às pessoas que vivem em sociedade têm de ser as duas grandes linhas de força deste programa.
Cuidar os diferentes ministérios da vida das nossas comunidades cristãs terá de ser outra grande preocupação. E aqui sentimos haver caminho para optimizar ainda mais a colaboração entre os nossos sacerdotes, os nossos diáconos e outros ministérios que, graças a Deus, em elevado número já temos espalhados pelas diferentes comunidades da nossa Diocese. Mas sentimos que temos de criar outros ministérios laicais para responder a novas necessidades, principalmente as sentidas por comunidades que desejam empenhar-se, de verdade, em viver da Palavra de Deus para crescimento na Fé e serviço à sociedade.
Para sermos cada vez mais fiéis aos dinamismos da Vida Nova saídos da Pessoa de Cristo Ressuscitado, precisamos também de cuidar as estruturas de participação na vida das nossas comunidades. Precisamos de utilizar melhor aquelas que já temos ou nos são recomendadas e porventura criar outras. O que está em causa é criar todas as condições para que a vida nova de Cristo Ressuscitado se torne vida de cada um dos baptizados; possa marcar o ritmo da vida de cada uma das nossas comunidades cristãs, como de toda a nossa Diocese. E tudo isto para que o mundo creia.

Desejo que esta Noite Pascal seja para todos nós, nossas famílias e amigos, como também para todas as nossas comunidades cristãs vivida na alegria da Vida Nova de Cristo Ressuscitado. E que esta alegria seja cada vez mais visível na nossa vida pessoal e comunitária e assim o mundo possa ter um sinal credível do amor de Deus singularmente revelado na Ressurreição de Cristo, que hoje alegre¬mente cantamos.
Aleluia! Cristo Ressuscitou.
Boas Festas.
+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

sábado, 3 de abril de 2010

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR




LEITURA I Actos 10, 34a.37-43
«Comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos»

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias,
Pedro tomou a palavra e disse:
«Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia,
a começar pela Galileia,
depois do baptismo que João pregou:
Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré,
que passou fazendo o bem
e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio,
porque Deus estava com Ele.
Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez
no país dos judeus e em Jerusalém;
e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz.
Deus ressuscitou-O ao terceiro dia
e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo,
mas às testemunhas de antemão designadas por Deus,
a nós que comemos e bebemos com Ele,
depois de ter ressuscitado dos mortos.
É d’Ele que todos os profetas dão o seguinte testemunho:
quem acredita n’Ele
recebe pelo seu nome a remissão dos pecados».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 117, 1-2.16ab-17.22-23
Refrão: Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.
Ou: Aleluia.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.


LEITURA II Col 3, 1-4
«Aspirai às coisas do alto, onde está Cristo»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos:
Se ressuscitastes com Cristo,
aspirai às coisas do alto,
onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar,
também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
Palavra do Senhor.


Ou 1 Cor 5, 6b-8
«Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa»

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
Purificai-vos do velho fermento,
para serdes uma nova massa,
visto que sois pães ázimos.
Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado.
Celebremos a festa,
não com fermento velho nem com fermento de malícia,
mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
Palavra do Senhor.


SEQUÊNCIA
À Vítima pascal
ofereçam os cristãos
sacrifícios de louvor.
O Cordeiro resgatou as ovelhas:
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
travaram um admirável combate:
Depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.


ALELUIA 1 Cor 5, 7b-8a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:
celebremos a festa do Senhor. Refrão


EVANGELHO Jo 20, 1-9

«Ele tinha de ressuscitar dos mortos»

@ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro
e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura,
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da salvação.

domingo, 14 de março de 2010

Procissão do Senhor dos Passos Domingo de Ramos dia 28 de Março de 2010 pelas 16:oo horas Saindo da Igreja da Imaculada Conceição Largo do Arraial
Vila do Carvalho