quinta-feira, 30 de abril de 2009

Bispo da Guarda preside à Peregrinação ao Santuário de Fátima de Wiltz/Luxenburgo




Todos os anos é escolhido um Bispo Português para estar nesta grande peregrinação da comunidade portuguesa no Luxemburgo na cidade Wiltz. Este ano preside a esta peregrinação, como o tema: “Nos caminhos da vida” D. Manuel da Rocha Felício – nosso Bispo.



O programa oficial da peregrinação é o seguinte:
14h00: Oração do Terço na Igreja de Niederwiltz 14h30: Saída da Procissão para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima 15h45: Concelebração eucarística no Santuário,
Esta peregrinação conta com a presença de Mgr. Fernand Franck, arcebispo do Luxemburgo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ordenações Sacerdotais




A Diocese da Guarda, prepara-se para viver com grande intensidade, a Ordenação de dois novos Sacerdotes, no próximo dia 28 de Junho na Sé Catedral pelas 16h.

Nesta preparação mais intensa, encontra-se o Diácono Hugo Alexandre Pichel Martins, natural de Celorico da Beira e que se encontra a cooperar pastoralmente nas Paróquias entregues ao Pe. João Barroso. Este Diácono que também faz parte da equipa do SDEC-DIA e lecciona EMRC em Loriga; escolheu para lema do seu ministério Presbíteral " Alegrai-vos no Senhor", celebrará Eucaristia no dia 12 de Julho pelas 16:00h em Celorico da Beira.
O Diácono Celso Rocha Marques que é cooperador pastoral no Arciprestado de Celorico da Beira e presidirá à Eucaristia Solene no Barco no dia 5 de Junho pelas 16:30h.
Qualquer um destes dois Diáconos, está neste momento a tratar das questões “logísticas” da ordenação e missa solene para oportunamente entrarem numa preparação espiritual mais intensa nomeadamente com o retiro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Parabéns Santo Padre

“Caminho Neocatecumenal” na Cidade da Guarda


De 18 a 20 de Abril, as paróquias da Sé de São Vicente, na Guarda, vão viver a Nova Evangelização, através do “Caminho Neocatecumenal”.


O Programa da Nova Evangelização é o seguinte:


18 de Abril (Sábado)

10:00 - chegada do grupo à Sé, com a Cruz da Missão

10:30 às 12.30 horas - Missão de Rua (Largo da Sé, Rua do Comércio, Largo da Véritas e Centro de Camionagem)

14.30 horas - Missão de Rua (Póvoa do Mileu e Bairro de Nossa Senhora dos Remédios)

17:30 - Missa Solene na Catedral.



19 de Abril (Domingo) ,

Anúncio em todas as Missas paroquiais.

21.00 - Catequese no Centro Pastoral S. José



Segundo os organizadores, esta iniciativa vem ao encontro da pretensão de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, tendo em vista a realização de uma grande Missão Evangelizadora em toda a Diocese. O Caminho Neocatecumenal é uma das formas propostas para esta Missão Evangelizadora.

terça-feira, 14 de abril de 2009


Esperando que se encontre bem, desejamos-lhe um óptimo aniversário natalício, ainda em contexto Pascal, pedindo a Deus que o cumule das melhores bênçãos.
Abraços em Cristo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vigília Pascal - Homilia

Cristo Ressuscitou, aleluia!
A vida venceu a morte.
A tristeza deu lugar à alegria.
A Luz de Cristo ressuscitado iluminou as trevas da Humanidade

1. Foi esta a surpresa de Maria Madalena, quando, na madrugada da Ressurreição, juntamente com Maria, Mãe de Tiago e Salomé, se dirigiu, apressadamente, ainda escuro, para o Sepulcro de Jesus. Levavam Consigo os perfumes para embalsamar o corpo do seu Senhor, como era costume, pois não tiveram tempo de o fazer na Sexta-feira anterior e o Sábado era dia de descanso obrigatório, com a razão acrescida de que este era a grande festa anual da Páscoa Judaica.
Encontraram a pedra do Sepulcro removida, o corpo de Jesus não estava lá, mas estava um jovem vestido de branco que lhe explicou: “Não temais. Procurais Jesus de Nazaré: Ressuscitou. Não está aqui. Ide dizer aos discípulos que Ele vai adiante de Vós para a galileia. Lá o vereis”.
A surpresa foi grande e deu uma grande volta às suas vidas, que, desta forma renascem para a esperança, mas também para a responsabilidade de acompanharem, de novo, o Ressuscitado pelos caminhos da Galileia dos gentios.
Essa surpresa e essa grande mudança de vida têm que ser também hoje de todos os baptizados. Como sublinha S. Paulo, na passagem sempre escutada em todas as Vigílias pascais, “todos nós que fomos baptizados em Cristo fomos baptizados na sua morte. (Isto é), fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova”.
Por isso, aprofundando a consciência da nossa identificação com Cristo, nesta Páscoa nós queremos, como as mulheres que foram ao Sepulcro, deixar-nos surpreender pela novidade do Sepulcro vazio, mas sobretudo pela certeza de que Cristo continua vivo no meio de nós.

2. Às mulheres que foram ao sepulcro o anjo mandou-as dirigir-se aos apóstolos e comunicar-lhes esta novidade para que a Igreja, através delas se mobilizasse para a grande obra da primeira evangelização.
As mulheres, com a surpresa do sepulcro vazio, recebem e notícia de que Cristo Ressuscitado vai à sua frente e à frente dos apóstolos para a Galileia dos gentios.
Hoje a Galileia dos gentios é para nós cristãos e comunidades cristãs o mundo em que nos encontramos. Um mundo que precisa, como nunca, de se reencontrar com os valores do Evangelho. E nele também já está nos precedem Jesus Cristo Ressuscitado e o Seu Espírito.

3. Com a sua ressurreição de entre os mortos, Jesus não apenas desfaz a injustiça que representa sempre a morte imposta a um inocente, não apenas dá ao mundo a prova máxima da sua identidade divina, mas também oferece a todo o mundo a Salvação que lhe é necessária; salvação que começa no tempo e se prolonga na eternidade.
De facto o nosso mundo reconhece que tem necessidade de salvação, porque há metas de humanidade longe de estarem conseguidas. A distanciar-nos dessas metas está a persistência de variadas formas de ódio e de violência, contra o desejo de paz e reconciliação que de facto habita o mais fundo do coração humano. Está o desequilíbrio, que infelizmente cresce em vez de diminuir, entre os mais fortes e os mais fracos, os mais capazes e dos menos capazes.
Há sinais de que o isolamento e a solidão continuam a crescer; retarda-se o fim de todas as formas de exclusão e, por isso falta muito para se
cumprir o sonho legítimo de todas as pessoas terem as condições necessárias para viverem a sua vida sempre com dignidade. Entre essas condições estão as materiais, mas têm de se incluir outras como são as boas relações, o reconhecimento do valor e da dignidade pessoal de todos e de cada um, o acesso a bens de cultura e outros, incluindo tempo para os fruir, com vista a que cada um possa viver a sua vida em plenitude.

4. Mas a grande novidade de Cristo Ressuscitado é que a vida venceu definitivamente a morte e assim ficam-nos abertas as portas da eternidade.
Que nesta Páscoa Jesus Cristo vivo e fonte de vida seja verdadeiramente sentido e experimentado na nossa vidas de cristãos e comunidades cristãs e nos ajude a discernir os novos caminhos de vivência e anúncio da Fé que temos de percorrer.
Que a luz de Cristo Ressuscitado, através dos cristãos e comunidades cristãs, ajude a nossa sociedade actual a reencontrar-se com os valores fundamentais, que são, em primeiro lugar, a vida e as instituições que têm por missão promovê-la e defendê-la.

Guarda, Sé catedral, (Vigília Pascal), 11-04-2009

+Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda

domingo, 12 de abril de 2009




O Senhor ressuscitou verdadeiramente.


Aleluia.Glória e louvor a Cristo para sempre.


Aleluia.Votos de uma Santa Páscoa!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Homilia de Quinta-feira Santa - Missa Crismal

Reverendos Padres:

1.Reunimo-nos mais uma vez na manhã de Quinta-Feira Santa na nossa Sé Catedral para a concelebração em que renovamos as nossas promessas sacerdotais e damos abundantes graças ao Senhor pelo Ministério Ordenado que nos está entregue para bem de todo o Povo de Deus. O Senhor Jesus, único e eterno Sacerdote, Cabeça e Pastor da Igreja, convida-nos hoje para um especial olhar de contemplação sobre o Seu Sacerdócio e, nele e a partir dele, para redescobrirmos a maravilha do nosso Ministério ligado ao Sacramento da Ordem. Porque este sacramento faz de cada um de nós presença viva de Cristo na Igreja e no mundo, ele é fonte de grande dignidade, mas também de muita responsabilidade. A nossa dignidade sacerdotal temos sempre de a aferir pela dignidade do mesmo Jesus Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela Sua Igreja e pela salvação da Humanidade. A nossa responsabilidade de padres identificados com Cristo Cabeça e Pastor do Seu Povo, queremos olhá-la principalmente a partir daquela relação única que Cristo estabeleceu com os doze, na Última Ceia. Deu-lhes o Mandamento do Amor, mas deu-lhes sobretudo o memorial do acontecimento redentor, com o mandato de o repetirem até ao fim dos tempos. Nós sentimo-nos incluídos neste mandato e por isso celebramos a Eucaristia com a certeza de que Jesus Cristo, em cada um de nós e através de cada um de nós, quer perpetuar a sua presença visível e a Sua acção salvadora em favor da Igreja e da Humanidade até ao fim dos tempos. Também a partir do que se passou na Última Ceia sentimos que a dignidade e a responsabilidade de sermos padres na Igreja não a vivemos isoladamente, mas em Presbitério. Porque Jesus, na Última Ceia dirigiu-se ao Colégio dos doze e hoje dirige-se ao Presbitério que nós somos e manda-nos cuidar desta porção do Povo de Deus que é a nossa Diocese.

2. Escutámos hoje, na Palavra de Deus proclamada, o Profeta Isaías a falar do Ungido do Senhor, cheio do Espírito Santo e enviado para anunciar a Boa Nova aos infelizes, para proclamar a libertação dos prisioneiros, cuidar dos corações amargurados e sobretudo promulgar o ano da graça do Senhor. Este Ungido de Deus e enviado ao mundo com a plenitude do dom do Espírito Santo para proclamar um ano de graça do Senhor e assim abrir as portas à renovação de todo o género humano, é Jesus Cristo, como nos diz hoje mesmo o Evangelho de S. Lucas.
Jesus Cristo, que o Livro do Apocalipse nos apresenta hoje como o alfa e o omega, como o Senhor do Universo, é também o único Senhor das nossas vidas de padres, a quem Ele continua a confiar o Seu único Sacerdócio para construção da Igreja e serviço de toda a comunidade humana. Hoje, ao renovarmos as nossas promessas sacerdotais, queremos principalmente dizer-lhe do nosso desejo de aprofundar a união e a configuração com Ele, renunciando a nós mesmos e aos nossos interesses. Queremos dizer-lhe da nossa total disponibilidade para colaborar com Ele na distribuição dos Santos Mistérios por todo o Povo de Deus, tanto na celebração dos sacramentos como no anúncio da Palavra, nunca movidos por qualquer interesse material, mas tão só pelo zelo das almas.
Juntamente com esta generosa disponibilidade para dar cumprimento ao mandato de Cristo que nos confia o seu único sacerdócio, precisamos de cuidar os meios indispensáveis e entre eles está a nossa saúde física e espiritual. A saúde é um dom de Deus e um bem fundamental que temos de agradecer ao Senhor e cuidá-lo com esmero. De facto, nós precisamos de saúde física, mas também precisamos de saúde interior assente em boas relações e num forte equilíbrio afectivo; precisamos de saúde espiritual e principalmente da saúde sobrenatural que repousa na abertura do coração a Deus e à certeza de que só agindo na profunda comunhão com a pessoa de Cristo, - “in persona christi” - é que podemos levar por diante o exercício do nosso ministério. Por isso, uma séria espiritualidade sacerdotal é o único caminho pelo qual ficará garantido o equilíbrio, o entusiasmo e mesmo a eficácia do nosso trabalho.

3. A nossa espiritualidade sacerdotal assenta no exercício do Ministério e na chamada Caridade Pastoral; mas, para se manter viva, precisa de usar meios específicos, entre os quais está o retiro anual, as recolecções organizadas em tempos fortes, mas também o hábito de, com frequência, nós sacerdotes nos encontrarmos para a formação, para o diálogo pastoral e para a oração. Quando as nossas comunidades paroquiais souberem que o seu Pároco se encontra ausente porque está a participar num retiro ou numa recolecção espiritual ou em qualquer acção de formação e oração com outros sacerdotes, não apenas ficarão tranquilas mas passarão a estar agradecidas. Esta é a convicção que eu pessoalmente tenho e desejo manifestar-vos neste momento.
Enquanto Ministros do Povo de Deus, somos também educadores da Fé e das novas formas em que ela deve ser vivida e celebrada. Ora, eu sinto que, em horas de mudança como aquelas que estamos a viver, não é sempre fácil abrir as nossas comunidades, agarradas como estão às tradições, para as diferenças dos novos tempos. Entre essas diferenças está a necessidade de hoje, mais do que no passado, as paróquias colaborarem mais umas com as outras e os programas pastorais serem cada vez mais feitos para englobar várias paróquias nas mesmas acções. Acrescente-se a necessidade de os agentes pastorais, a começar por nós sacerdotes e os nossos diáconos, aceitarem cooperar mais entre si, sobretudo para fazerem o discernimento dos novos caminhos. E verificando nós que o número de sacerdotes continua a diminuir, enquanto o número de paróquias se mantém, embora quase sempre com muito menos pessoas residentes, essa dificuldade cresce. Todavia, sinto que, com boa cooperação em Presbitério, nas zonas pastorais e nos arciprestados, com a abertura de espaços em que os leigos possam intervir cada vez mais nas decisões, por graça de Deus, também esta nova dificuldade a havemos de superar.

4. Escutamos nesta hora já o apelo do Santo Padre Bento XVI para vivermos intensamente um especial Ano Sacerdotal, de Junho deste ano a Junho de 2010. À nossa frente é colocado o exemplo do Santo Cura d’Ars que o mesmo Santo Padre Bento XVI deseja proclamar como padroeiro de todos os sacerdotes do mundo, durante esse ano jubilar, cujo tema geral também já se encontra anunciado e será o seguinte: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote”.
É a celebrar esta Fidelidade do Sacerdote segundo o modelo da Fidelidade de Cristo que nós hoje queremos dar especiais graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que cumprem datas jubilares de 25 anos, 50 anos e 60 anos de Ministério ordenado.

Assim, damos graças a Deus pelos nossos 2 padres que cumprem este ano de 2009, mais propriamente no dia 8 de Dezembro, 25 anos de Ministério Sacerdotal.
Saudamos o Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves, sua mãe, restantes familiares e gente da sua Paróquia de origem, a Vila do Touro, do concelho do Sabugal. Juntamos o nosso louvor ao louvor de quantos até agora beneficiaram da sua fecunda acção pastoral, desde a paróquia de Guarda-Gare que o teve durante um ano como Vigário Paroquial, até às gentes das Paróquias do Paul, Sobral de S. Miguel e Erada, que continuam a contar com o serviço do seu ministério sacerdotal. Pelo meio ficam os serviços prestados às Paróquias da Sé e S. Vicente e de Vale de Estrela e também às Forças Armadas, durante um ano, como Capelão Militar. Mas temos particularmente de destacar os 7 anos em que conduziu o Departamento da Pastoral Juvenil da nossa Diocese, de 1991 a 1998. Os efeitos deste seu importante trabalho continuamos a senti-los no pulsar diário da vida das nossas comunidades cristãs. A Licenciatura em Direito Canónico, que completou em Junho passado, na Universidade de Salamanca é mais um grande sinal de esperança.
Saúdo, também o Reverendo Padre Carlos Alberto Correia Lages e nesta saudação envolvo sua mãe, restantes familiares e gentes da Paróquia de Rapoula do Côa, sua terra natal. Na sua folha de serviço pastoral, permito-me destacar os quase 20 anos dedicados generosamente ao nosso Seminário Maior como membro da sua equipa formadora, mais propriamente desde o ano de 1987 até ao ano de 2006. Acrescentam-se os dois anos em que serviu como Prefeito e Professor o nosso Seminário Menor do Fundão. A acompanhar estes mais de 20 anos de dedicada entrega à formação dos nossos padres, estão os tempos que dedicou à sua formação complementar em Direito Canónico na universidade Pontifícia de Salamanca 1985 a 1987 e, mais tarde, no ano lectivo de 2006-07; e estão também as tarefas que desempenhou dedicadamente e continua a desempenhar no nosso Tribunal Eclesiástico, sobretudo como Vigário Judicial e as suas funções como professor de Direito Canónico no Seminário Maior e no Instituto Superior de Teologia. Para além do desempenho de outras funções, é membro da Comissão Promotora e Coordenadora do Diaconado Permanente da nossa Diocese, Assistente Diocesano do CPM e igualmente membro da Equipa Sacerdotal que orienta as Paróquias da Sé e S. Vicente.

Louvemos agora o Senhor especialmente pelos nossos sacerdotes que cumprem este ano 50 anos de Vida Sacerdotal, que são cinco, todos ordenados pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves.
Assim, o Reverendo Padre Amílcar da Costa Fernandes, natural da paróquia de Rapoula do Côa, concelho do Sabugal, serviu o nosso Seminário Menor do Fundão durante 21 anos, mais propriamente de 1960 a 1981, como Prefeito e Professor. Depois de 2 anos a prestar serviço pastoral na sua paróquia de origem, fixou residência no nosso Seminário Maior, com algumas dificuldades de saúde.
O Reverendo Padre António Carlos Dias Gama, natural de Aldeia do Bispo, concelho de Penamacor, começou o exercício do seu Ministério Sacerdotal no arciprestado de Celorico da Beira, como Pároco de Juncais, durante 3 anos. Deslocou-se depois para o arciprestado do Fundão onde os seus serviços pastorais se fixaram predominantemente na Capinha, de que é pároco desde 1962, mas se estenderam também a outras paróquias, como Escarigo e Janeiro de Cima.
O Reverendo Padre Manuel Ribeiro Toscano, natural também de Aldeia do Bispo, concelho de Penamacor, depois de começar a sua vida sacerdotal como coadjutor de Loriga e Cabeça, desde o ano de 1961 que trabalha no arciprestado de Penamacor, sendo actualmente Pároco e arcipreste de Penamacor. Os seus serviços estenderam-se também, em períodos variados, às Paróquias de Meimão, Meimoa, Benquerença e Salvador.
O Reverendo Padre Fernando Brito dos Santos, natural de Loriga, tem toda a sua vida sacerdotal ligada à cidade da Covilhã, como Pároco da paróquia da Conceição, mas também como membro da Equipa Sacerdotal que orientou e orienta o Centro Cultural e Social da mesma cidade e ainda como Assistente Diocesano dos movimentos operários, que sempre tiveram, na Covilhã, expressão especialmente significativa. Também o Jornal “Notícias da Covilhã” beneficiou e continua a beneficiar muito da sua dedicação.
O Reverendo Padre António Brás Carreto, natural da Paróquia de Aranhas, no concelho de Penamacor, começou a sua vida sacerdotal como Pároco de Alvendre, de 1959 a 1961; continuou-a como pároco de Avelãs de Ambom e Rocamonde (de 1961 a 1964). Nesse mesmo ano foi nomeado Pároco da paróquia de Aldeia da Ponte. Desde 1976, permanecendo membro do nosso Presbitério Diocesano, exerce o seu ministério sacerdotal no Patriarcado de Lisboa, dentro do entendimento estabelecido entre os bispos das duas dioceses.

Damos também graças a Deus pelos três nossos sacerdotes que cumprem este ano 60 anos de vida sacerdotal.
O Reverendo Padre Álvaro do Nascimento Terreiro, natural de Almeida, e ordenado pelo Sr. D. José Alves Matoso, em 15/8/1949, foi professor do Seminário Menor do Fundão até 1962, ano em que partiu da nossa Diocese para prestar serviço na Capelania das Forças Armadas. Mais tarde haveria de aprofundar os seus conhecimentos em Psicologia na Universidade de Salamanca e no ISPA em Lisboa, dedicando-se a cursos de formação através do País.
O Reverendo Padre José Bernardo dos Santos, natural de Vila Garcia e ordenado pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves em 12/3/1949, começou o seu Ministério Sacerdotal no arciprestado de Pinhel, onde serviu as Paróquias de Santa Eufémia, Sorval, Ervedosa e Póvoa d’El Rei, de 1949 a 1956; de 1956 a 1961 esteve no arciprestado do Rochoso, servindo as Paróquias de Cerdeira e Monte Margarida; de 1961 a 1965 serviu no arciprestado de Figueira de Castelo Rodrigo, nas Paróquias de Algodres, Vale de Afonsinho e Vilar de Amargo. Em 1965 voltou ao arciprestado do Rochoso, vindo a ser dispensado da responsabilidade da condução pastoral de Paróquias em 1998.
O Reverendo Padre José Soares Coelho, natural de Fiães, concelho de Trancoso e ordenado pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves em 2/4/1949, começou a sua vida sacerdotal no arciprestado de Gouveia, servindo as paróquias de Lagarinhos e Rio Torto, de 1949 a 1962 e alargando a sua acção também a Nespereira, a partir do ano de 1971. Desde 1986 é Pároco de Paranhos da Beira e Tourais, acrescentado a responsabilidade pela Paróquia de Girabolhos desde 1991.

Estava nas nossas intenções celebrar também este ano os 70 anos de Sacerdócio do Reverendo Padre Manuel Gonçalves Martins Leitão. O Senhor entendeu convocá-lo para junto de Si, há dois meses e, por isso, deixemos que os louvores divinos se cumpram no Céu também por esta vida dedicada ao Ministério Sacerdotal.

+Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cáritas pede ajuda para continuar trabalho no Zimbabué

As operações humanitárias da Cáritas no Zimbabué estão ameaçadas por causa da falta de recursos, colocando em risco a vida de dezenas de milhares de pessoas.
O alerta é lançado pela confederação internacional da organização católica, Caritas Internationalis.
O Zimbabué está no centro de uma grave crise humana, em que metade da população depende de ajuda alimentar, a economia que não está apta a atender às necessidades da maior parte da população e o sistema escolar e de saúde estão destroçados. A tudo isso se soma a epidemia de cólera que há meses atinge o país.
A Caritas Internationalis lançou um apelo para arrecadar 7 milhões de dólares até Janeiro de 2010, para fornecer alimentos e assistência sanitária a 250 mil pessoas e água potável a 16 mil casas.
A Cáritas renova o apelo para oferecer alimento mensal a 164 212 pessoas. Dado que são as crianças as primeiras a morrer de fome, a organização iniciou um programa que oferece comida todos os dias a 88 841 crianças nas escolas.
Para combater a difusão da cólera, a equipa da Cáritas está a construir poços e serviços de higiene, distribuindo ainda produtos para a depuração da água e promovendo a educação sobre a prevenção da cólera

Apresentação do livro "Quando a Igreja sorri"

"Quando a Igreja sorri"
Introdução:
1 - Fui convidado a participar no lançamento do livro "Quando a Igreja sorri" da autoria de Andrea Tornielli, que retrata, em biografia notável, o Cardeal José Saraiva Martins.
2- Quero agradecer à Aletheia Editores, ao Círculo de Leitores e à Câmara Municipal da Guarda, tão generoso convite. Aceitá-lo, sendo uma honra, é sobretudo uma oportunidade para testemunhar ao Senhor Cardeal toda a minha admiração.
3 - Não posso deixar de sublinhar a humildade do autor que não aparece referido na edição, logicamente para não distrair o leitor da personalidade eminente sobre quem escreve esta maravilhosa biografia. Andrea Tornielli, é um jornalista muito conhecido em Roma, vaticanista do Giornale, licenciado em História da Língua Grega, casado, com três filhos, vivendo entre Roma e Milão, com um blog cujo título é "Sacri Palazi". Conhece muito bem a vida da Igreja, pelo que não lhe foi difícil encontrar-se com o Cardeal e, sobre ele, escrever esta maravilhosa biografia.
4 - Apraz-me referir, nesta apresentação, cinco aspectos que me parecem originais e revelantes. Um título muito feliz; Uma biografia integral; O intelectual e o Pastor; os nove capítulos da obra; e, finalmente, a projecção na Vida da Igreja.

1º Um título muito feliz
1 - "Quando a Igreja sorri" foi um título escolhido para esta biografia. Este título, por si só, ultrapassa a vida da personalidade estudada, envolve a Igreja toda num ciclo de tempo que vai dos anos 30 à primeira década do 3º Milénio. Quando se lê com atenção cada página compreende-se a evolução da Igreja que, acompanhandos os normais cursos da história, revela a sua capacidade de ir ao encontro do mundo concreto, para garantir nele as promessas da Salvação anunciadas pelo Senhor.
Ao falar do Cardeal Saraiva Martins, o autor não se limita a descrever momentos da sua vida pessoal. Vai muito mais longe. Compara os acontecimentos que marcaram profundamente a metade do séc. XX, refere a coragem dos Papas, a oportunidade das suas intervenções, a segurança da sua doutrina, a resposta a problemas emergentes, um sem número de situações em que a Igreja não podia passar ao lado. A segunda Guerra Mundial, o Concílio Vaticano II, a relação dos Estados numa Europa Unida, a Viragem do Milénio, estes e muitos outros acontecimentos são vistos como realidades que exigem a leitura dos sinais dos tempos, leitura esta que, em cada tempo, Saraiva Martins soube fazer.
2 - Nesta edição encontrei um texto que já conhecia e me fora oferecido por sua Eminência o Senhor Cardeal, a carta de Bento XVI a felicitá-lo pelas suas Bodas de Ouro Sacerdotais. Aí está a síntese de toda a sua vida e escrita pela própria mão do Papa. "Ilustre filho de Portugal, realizaste o Ministério Apostólico por palavras e escritos, em todas as outras formas, sobretudo no campo da Juventude"; "Toda a tua experiência no campo da formação e as tuas nobres qualidades humanas tiveram oportunidade de chegar à plena maturação"; "O teu empenho no anúncio do Evangelho, a excelente preparação doutrinal e o ardente zelo apostólico pelo bem espiritual das almas permitiram escolher-te para estares à frente da Congregação para a Causa dos Santos". "Não podemos calar a tua colaboração assídua e competente, também na elaboração de importantes documentos sobre a Fé Católica". E o Papa termina por felicitar o Cardeal Saraiva Martins pelos "feitos numerosos e salutares que realizou a bem da Igreja inteira".
3 - Foi o jornalista da RAI, Giuseppe Di Carle que no dia em que o Senhor D. José recebeu do Papa o barrete cardinalício, noticiou: "Chegou a vez do Cardeal Português. o Cardeal do sorriso". É que, explicava, "quando uma pessoa fala com o Cardeal, sente-se envolvida por um sorriso largo e fraterno, por uma afável e bastante rara cardialidade e simplicidade e por essa sua acentuada simpatia".Esta constante atitude revela que o Senhor D. José é uma pessoa feliz, que se sente completamente realizado no sarcerdócio que escolheu com menos de 10 anos e, porque lutou, na vida de estudos que o absorveu ao longo dos anos, desde o Seminário menor das Termas de São Vicente, até aos vários doutoramentos em teologia e filosofia que foi concluindo, na aceitação de todos os encargos que lhe foram confiados e que aceitava, como repete, para obedecer e servir a Igreja. É que, quem obedece, acerta sempre. É esta atitude de não querer nada para si, mas queres apenas servir o Senhor, na Igreja, para oferecer a Salvação a toda a gente, que o faz estar sereno em todas as circunstâncias e transparecer nele um sorriso de paz. A vocação é dom e mistério, como disse João Paulo II, e aceitar o dom de Deus é viver o mistério da alegria.
4 - Quando jovem era um rapaz normal e com extraordinário sentido de humor. Conseguir encontrar solução para um difícil castigo, o de decorar 100 teses de Horácio convertidas em 50, ser capaz de fazer gazetas às aulas na Gregoriana só para visitar os monumentos da Cidade Eterna, no exame das 100 teses da Universidade de Teologia ser suficientemente eloquente para desviar as respostas das questões menos estudadas, tudo são revelações de que o José Saraiva Martins era um jovem igual a todos os outros jovens.
Mas havia nele desde pequeníssimo sinais daespecial ternura deDeus: no convite para a Universidade Católica Portuguesa em que 1968 não pode aceitar, no acidente de avião de que não foi vítima porque à última hora resolveu tomar outro voo, na aceitação muitas vezes difícil de tarefas que ainda jovem, lhe parecia ímpossivel realizar, estas e muitas outas situações foram revelando o carinho com que o Senhor o envolveu e a que respondem com generosidade. foi Paulo VI quem, ao ser-lhe apresentado como Reitor da Urbaniana, disse: "Mas ... tão jovem", e acrescentou "coragem, coragem". O Cardeal Agnelo Rossi que o apresentou aopapa, disse então: "Santidade os portugueses amadurecem depressa". Estávamos em 1977. Em cada um destes momentos ia-se apontando o caminho que o conduziu até ser Cardeal Presbítero no Colégio Cardinalício da Igreja.5 - Esta é uma biografia cheia de beleza, sinal de uma Igreja que sorri. Um Cardeal, príncipe da Igreja, no tradicional falar das pessoas, mas que nasceu numa aldeia quase esquecida, nas proximidades da cidade mais alta de Portugal, de uma famíliarural, um casal de gente simples com muitos filhos, que estudou em diversos lugares, mas sempre guiado pela obediência aos superiores, que assumiu cargos exigentes em épocas nada fáceis, que não sabe dizer não à Igreja, até porque "ao sucessor de Pedro não se pode dizer não", que "nunca pediu coisa nenhuma e nunca recusou coisa nenhuma", na total disponibilidade para a vontade de Deus, que tenta compreender e viver que "a santidade não é um luxo de poucos, um privilégio de alguns, mas um dever permanente de todos quantos receberam o baptismo", uma biografia assim tem uma beleza única e traz consigo lições de vida que ninguém pode esquecer.
2ª Uma Biografia Integral
A obra acompanha a vida, toda de Sua Eminência o Senhor Cardeal Saraiva Martins, com pormenores não apenas sobre a vida do pupurado, mas referindo ambientes, acontecimentos do mundo, problemas da Igreja, soluções inteligentes apesar de difíceis, tudo revelador da força do Espírito no caminho do Povo de Deus que caminha para a Casa do Pai.
Uma biografia que acompanha a vida toda:
- Do mesmo ambiente familiar, em Gagos, no Jarmelo, até ao desejo de ser padre e mesmo de ser missionário.
- Dos estudos humanistas no pequeno Seminário claretiano de Portugal, até ao triénio que, em Espanha, lhe deu o título de "doutor em filosofia",previsto na "ordo studiorum" da sua congregação.
- Da licenciatura em Teologia na Gregoriana até aos doutoramentos no Angélico, na Urbaniana, em Louvaina e em Chieti, Universidades que lhe deram uma visão larga sobre o mundo e sobre a maneira da Igreja estar nele, influenciando-o com os seus valores.
- Da ordenação sacerdotal em 1957, na Igreja do Sagrado Coração de Maria da Piazza Navona, até à sua ordenação episcopal em 1988 na Basílica Romana dos Santos Apóstolos.
- De simples aluno das Universidades da Cidade Eterna, à função de Reitor em três mandatos, da Universidade Urbaniana, fundada por Urbano VIII séculos atrás, a grande escola da evangelização e da acção missionária.
- De simples crente, com uma vida em Deus e marcado pelo Evangelho, até ao sacerdócio, dignidade de Cardeal Presbítero por vontade expressa do Papa Bento XVI.
Esta extraordinária biografia do Cardeal Saraiva Martins poderia sintetizar-se de uma maneira muito simples com estas palavras: Uma vida no seguimento de Cristo, na Igreja, em fidelidade plena ao desígnio de Deus, para o anúncio do Evangelho.
3ª Intelectual, Teólogo e Pastor
1- Quem lê esta biografia compreende com facilidade que está perante um homem muito livre, muito responsável, com uma grande cultura e, sempre, com uma enorme capacidade de serviço, na Igreja, para a humanidade. O Cardeal Saraiva Martins não se limitou a acumular licenciaturas e doutoramentos numa vasta cultura, mas com reduzida projecção pastoral. Não! A intenção pastoral do Senhor D. José é absolutamente extraordinária. Gostaria apenas de sublinhas três campos: o da educação, com especial atenção à escola católica e às universidades o do sacerdócio e, finalmente, o da santidade enquanto "comunhão plena e perfeita com Cristo", como diz o Concílio Vaticano II.
2- Quanto à escola católica é notável a sua acção como secretário da Congregação para a Educação Católica. Considero uma das definições mais clara, mais exigente e mais responsável, a de se ver, "a escola como lugar de formação integral da pessoa humana, através da assimilação sistemática e crítica da cultura". Ao chegar à Congregação, no tempo Mons. Saraiva Martins marcava entre a escola católica e a escola laica.Depois pode definir o papel de Professor católico num decálogo muito bonito que estabelece com clareza a responsabilidade de um educador cristão. O trabalho junto das universidades pontifícias foi também notável, conseguindo superar as normais tensões, entre escolas e abrindo a porta à normal cordialidade de quantos trabalham neste difícil campo da evangelização. Curiosamente, deve-se ao Cardeal Saraiva Martins, o título da Constituição Apostólica sobre as Universidades Católicas "ex corde Ecclesiae", do corãção da Igreja e não "Universitas Catholica".
3- Um outro tema que lhe foi querido foi o do Sacerdócio Ministerial. De facto, na Congregação havia também a responsabilidade pela formação sacerdotal nos seminários e luz do Concílio Vaticano II. Saraiva Martins introduziu o "período propedêutico" que proporciona uma preparação prévia, humana, cristã, intelectual e espiritual aos candidatos ao sacerdócio. A formação prévia nunca se tinha posto. A mudança de orientação, a exigência filosófico-teológica, a releitura das situações concretas e da intervenção no mundo, tudo mereceu um estudo profundo e decisões que não foram fáceis. Conta o próprio secretário da Congregação que, depois de algum sofrimento se chegou à conclusão de que os jovens de hoje querem fazer uma experiência forte, na sua caminhada para o sacerdócio, não querem seguir um percurso de "água de rosas", não querem laxismos, querem uma formação exigente e comprometedora. Ligados à formação dos sacerdotes ficou também a necessidade de formação para os diáconos permanentes.
4- A santidade contitui, ainda elemento fundamental no estudo e na acção do Cardeal Saraiva Martins. Na biografia agora publicada, é o próprio que se refere à sua nomeação para Prefeito do Dicastério da Causa dos Santos. "O Cardeal Sodano disse-me: O Papa pensou em si por várias motivos: por ser um teólogo e aquela Congregação precisa de um teólogo, depois conhece o estilo da cúria e por isso é importante: Vou para onde me mandam. Aceito."
Esta foi sempre a minha filosofia até porque, no fundo, é mais fácil obedecer, reconhecendo nas autoridades superiores a vontade de Deus sobre a nossa vida. E foi assim que vim, para àquela que alguns chamam "a fábrica dos Santos".Dos 1835 Santos e beatos que ascenderam à honra dos altares com João Paulo II, mais de um terço 756, foram-no no tempo em que Saraiva Martins era Prefeito. Com Bento XVI, já são mais 749 de 1523 que têm a intervenção ao nosso Cardeal. Entre os beatos e os santos portugueses estão Nun'Álvares Pereira, os Pastorinhos de Fátima, Jacinta e Francisco, Alexandra de Baltazar, Irmã Rita Amada de Jesus, Frei Bartolomeu dos Mártires e o Beato Manuel Gomez Gonzalo que morrer mártir no Brasil.
Conhecer a vida dos santos e garantir a sua santidade é um desafio maravilhoso para um teólogo e para um Pastor. Tarefa gigantesca que a Igreja lhe confiou.
4ª A obra de Andrea Tornielli tem nove capítulos, qual deles o mais interessante
Ao lê-los não nos limitamos a conhecer desde menino, o Cardeal Saraiva Martins, mas temos oportunidade de rever a vida da Igreja ao longo de largos 70 anos uma das coisas mais bonitas e, certamente, ter acesso a originalidade de cada um dos grandes Papas que ultimamente têm estado à frente da Igreja. Senão vejamos:


- Pio XII - O Papa Pacceli que a 11 de Fevereiro de 1952 dizia que era necessário transformar o mundo selvagem em humano, de humano em divino, isto é, segundo o coração de Deus foi o Papa do diálogo entre a ciência e a fé.


- João XXIII - O Papa Roncalli que em 1959 teve a coragem de convocar um Concílio, tornando-se o Papa da renovação profunda da Igreja.
Quem não recorda o bom Papa João e o Concílio Vaticano II?


- Paulo VI - O Papa Montini a quem coube o trabalho gigantesco do após Concílio.
Marcado pelo sofrimento, mas aceitando que a renovação da Igreja era possível.

- João Paulo I - O Papa Lucciani que em 33 dias disse à Igreja e ao Mundo que, no meio de todas as dificuldades era possível sorrir.Não sei se foi com João Paulo I que o Cardeal Saraiva Martins aprendeu também a sorrir.




- João Paulo II - O Papa que se entregou há Igreja até ao dom da vida, realizando em si o 3º Segredo de Fátima. O Papa que o povo aclamou, no dia da sua morte gritando "Santo subito" - Santo já.


- Bento XVI - O Papa Ratzinger a quem quero chamar o Papa da Esperança que não tem medo de dialogar com o Mundo de enfrentar questões fracturantes, de pedir rigor sem perder-se a alegria que é sempre dom de Deus.
O Cardeal Saraiva Martins, diz-no-lo na bibliografia agora trazida à estampa, privou com todos estes Papas. Que riqueza traz consigo, que desafios tem para nos fazer, que ideias para nos propor. Conhecer a Igreja por dentro, ama a Igreja que serve com amor e mantém a serenidade e a paz que o seu sorriso constante revela. É mesmo a Igreja que também sorri.

5ª É grande a tentação de continuar a falar, mas não quero deixar levar-me por ela ...
... Por isso termino. Tenho o privilégio de sentir como Vossa Eminência me acolhe. Tenho o dever de lhe testemunhar a minha gratidão. Cruzamo-nos em Roma, nas reuniões do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde e, várias vezes, me recebeu em sua casa, convidando-me a subir ao terraço, em frente da Basílica de São Pedro ou monstrando-me a vitrina onde tem inúmeras recordações dos seus muitos caminhos de evangelização.
Foi uma honra para mim ter feito a apresentação do livro de Andrea Tornielli. "Quando a Igreja sorri", uma biografia do Cardeal Saraviva Martins. Fiquei muito aquém de quanto mais desejaria dizer, mas corria o risco de os leitores já não quererem ir mais longe na leitura desta grande obra. Todos ficavam a perder.
Apenas abri a porta, Eminência. Guiados pela sua vida e pelo seu sorriso, todos vão conhecer melhor a Igreja que amamos e pela qual damos a vida.
A vossa Eminência, o meu pprofundo reconhecimento.
Também não posso deixar de felicitar o autor pelo trabalho lindíssimo que nos oferece e aos organizadores Aletheia, Círculo de Leitores e Cãmara Municipal da Guarda, que me convidaram.
Leiam todos este livro e começarão a conhecer melhor o rosto da Igreja.
Mons. Vítor Feytor Pinto

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Encerramento da Visita Pastoral em São José

Foi com muita alegria que no passado Domingo, 29 de Março de 2009, no âmbito do Encerramento da Visita Pastoral Sr. Bispo D. Manuel da Rocha Felício, depois de terem feito análises aos limites da paróquia, movimentos nela inseridos, recebemos com entusiasmo a notícia da passagem da Comunidade de São José, a Paróquia de São José.
Aqui fica o momento em que D. Manuel Felício, Bispo da Guarda deu a notícia, esta que ocorreu durante a homília. Ficam também algumas fotos do Encerramento da Visita Pastoral.

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