sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lançamento de um Livro

“Quando for grande quero ser Sacerdote. Seduzidos por Cristo e testemunhas da sua Ressurreição”, é o novo livro do Padre Martins.
Promete ser um novo sucesso pela sua qualidade e audácia.
O livro editado pela Paulus será apresentado no próximo dia 17 de Dezembro pelas 18:00 na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço - Guarda pelo prelado Diocesano sob a presidência do Cónego Eugénio Sério.
in Paulus

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mensagem de D. Manuel para a Semana dos Seminários

O Seminário, comunidade de discípulos de Cristo a caminho do Sacerdócio Ministerial

Em carta recentemente dirigida aos seminaristas de todo o mundo, o Papa Bento XVI contava a seguinte experiência pessoal. Em Dezembro de 1944 foi chamado para o serviço militar, na Alemanha, quando a II Guerra Mundial se encaminhava para o seu termo. O Comandante da sua Companhia resolveu perguntar aos que foram chamados para esta incorporação o que pretendiam fazer no futuro. Joseph Ratzinger disse que queria ser sacerdote católico. Resposta pronta do chefe militar: tens de procurar outra coisa qualquer, pois na Nova Alemanha já não há necessidade de padres.
A profecia não se cumpriu.
Esta “Nova Alemanha” duraria apenas mais uns escassos meses e a necessidade do Sacerdócio Católico, num mundo e numa Europa que se desejam novos, está, de facto, a crescer.
Isto acontece, apesar da tentativa constantemente renovada de prescindir dos valores que a Igreja e o Sacerdócio Católico se propõem apresentar e que são decisivos para a autêntica humanização da nossa sociedade. De facto, são muitos os que continuam a pensar e a dizer e até mesmo a propor modelos educativos que marginalizam a Igreja e com ela os valores que ela não desiste de viver e colocar no palco da vida social.
Para cumprir esta sua missão a Igreja precisa de padres.
Os padres são aqueles a quem Deus confia a primeira responsabilidade pela organização da vida da Igreja e das suas distintas comunidades de Fé. Mas mais do que organizadores e gestores, os padres são chamados a viver e a testemunhar a verdade que Deus quer dar a conhecer aos homens e o amor sem restrição que lhes dedica.
Ora, os modelos culturais e as propostas de vida que hoje são dominantes no nosso mundo nem sempre ajudam os nossos jovens a despertar para a beleza e a importância decisiva deste serviço à Igreja e por ela à sociedade enquanto tal. Uma cultura essencialmente marcada pela cedência ao materialismo e ao pragmatismo; uma cultura mais voltada para o sentimento, o estímulo da sensibilidade e a valorização do efémero do que para os valores perenes não ajuda a que as camadas mais jovens se concentrem no que é essencial e nos valores humanos de sempre. Mais ainda, quando se quer fazer passar a mensagem de que o centro e o critério único de todas as decisões estão só no indivíduo e na satisfação dos seus interesses e ele é que é a única medida das decisões que deve tomar, entra-se por caminhos de relativismo que não ajudam a construir personalidades fortes capazes de sacrificar tudo por ideais superiores.
É por isso que hoje a pastoral vocacional e sobretudo a proposta do caminho do Sacerdócio Ministerial às camadas jovens exige o apontar de modelos de vida que temos de considerar uma autêntica contra-cultura.
Não queremos nem podemos esquecer que os jovens aos quais dirigimos o convite para entrarem no Seminário e futuramente no exercício do Ministério Sacerdotal são jovens deste tempo em que vivemos, sujeitos às mesmas solicitações dos outros jovens e também com muitas debilidades e tentações comuns aos outros.
Mais ainda, ao ser-lhes proposto o caminho do Sacerdócio Ministerial também não lhes podemos apresentar só bons exemplos da parte daqueles que já somos sacerdotes ordenados. Há limitações e mesmo erros efectivamente cometidos por nós que já estamos no exercício do Ministério Sacerdotal, que não escondemos àqueles que se propõem seguir o mesmo caminho de serviço à Igreja e por ela à comunidade humana em geral.
A própria Igreja considera-se a si mesma, ao mesmo tempo, santa e pecadora, desde os tempos mais primitivos da sua existência.
É neste quadro da vida da Igreja e da nossa sociedade actual que, ao vivermos mais uma Semana dos Seminários em Portugal, desejamos dizer aos jovens da nossa sociedade que este é um caminho que vale a pena ser percorrido e, por isso, é bom que ele seja colocado entre as hipóteses de escolha àqueles que se encontram agora na fase de tomar as grandes decisões da sua vida.

Guarda e Casa Episcopal, 5 de Novembro de 2010
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Semana dos Seminários

Jesus Cristo, Bom Pastor
que dás a vida pelas Tuas ovelhas.

Tu és o Filho muito amado do Pai,

Tu és o nosso Mestre e Salvador.

Faz dos nossos seminários

Comunidades de discípulos,

Sementeiras de Amor,

de serviço e de entrega radical pelo Teu Reino;

sinais de esperança de um futuro de vida verdadeira,

em abundância para todos.

Fortalece e ilumina

no discernimento vocacional os nossos seminaristas;

confirma nos dons do Espírito Santo os seus formadores;

enche de generosidade e espírito de serviço

os auxiliares que com eles trabalham.

Recompensa e abençoa os benfeitores,

que com a oração e partilha de bens, zelam pela missão;

ampara o nosso Bispo e os nossos párocos,

para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio;

desperta a generosidade e a coragem dos nossos jovens

para Te seguirem e concede às nossas famílias o dom de

Te proporem como caminho, verdade e vida...

Nós Te pedimos por intercessão de Nossa Senhora,

Tua e nossa mãe…

sábado, 6 de novembro de 2010

Feliz Aniversário D. Manuel


Pelo seu 63º aniversário oramos e felicitamos o nosso Bispo.
Parabéns!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Faleceu o D. Tomaz da Silva Nunes

D. Tomaz era bispo auxiliar de Lisboa e antigo secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), faleceu esta noite.
Nasceu em Lisboa a 3 de Dezembro de 1942, D. Tomaz foi ordenado padre em 1973 e nomeado bispo auxiliar de Lisboa a 7 de Março de 1998. Todo o seu percurso esteve muito ligado à educação, sendo actualmente presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.
Licenciado em ciências geofísicas e em teologia, mestre em ciências da educação, D. Tomaz foi assistente da Liga Operária Católica e da Juventude Operária Católica.
Durante seis anos foi secretário e porta-voz da CEP e actualmente era vigário-geral da Cúria Patriarcal. Acompanhava as vigararias do Termo Oriental de Lisboa e pastoral sócio-caritativa da diocese.
É de notar que D. Tomaz era uma pessoa discreta, simples e dinâmica.
O corpo de D. Tomaz da Silva Nunes estará na Igreja de Fátima, em Lisboa. A missa exequial realizar-se-á amanhã, dia 2 de Setembro, pelas 11 horas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Peregrinação Diocesana a Fátima

Nos próximos dias 18 e 19 de Agosto irá decorrer no Santuário de Fátima a Peregrinação Diocesana e terá o seguinte programa:

Dia 18:
17h00 até às 19h00 - Celebração Penitêncial na Igreja da Santíssima Trindade
21h15 - Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, terço e procissão das velas
23h00 até às 24h00 - Vigília na Basílica

Dia 19:
9h00 - Oração da manhã na Igreja da Santíssima Trindade
10h30 - Celebração Eucarística com procissão
13h00 - Fim da peregrinação

sábado, 3 de julho de 2010

Solenidade de São Pedro e São Paulo



"Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo"


1. Hoje celebramos a festa do Papa - o primeiro da história da Igreja - que começou a sua vida como pescador no Mar da Galileia! As escolhas e decisões de Deus não respeitam e ainda bem a lógica e os critérios dos homens!
Interpelado por Jesus, que promete fazer dele pescador de homens, Simão decide deixar tudo para O seguir. Ele ainda não sabe que Jesus é "o Messias, o Filho de Deus vivo" e também não entende o que significa ser pescador de homens. No entanto pressentindo nele algo de muito especial, Simão aceita o desafio que lhe é dirigido por Jesus, dispondo-se a começar com Ele uma vida nova. Simão rompe com aquele que é o seu passado e desfaz-se das suas certezas e seguranças humanas, confiando a Jesus o seu presente e o seu futuro.
Simão passa a andar com Jesus, acompanha-O nas suas deslocações pela Palestina, testemunha a sua vida, o modo como se relaciona com as pessoas e as obras que realiza; escuta a Sua Palavra, quer quando prega às multidões quer quando se dirige mais privadamente aos apóstolos. Deste modo, Ele vai entrando na intimidade de Jesus e, nessa mesma medida, vai dando conta que Jesus se distingue radicalmente dos outros mestres do seu tempo. O seu ensinamento é de facto portador de algo divino. As palavras da sua boca soam como palavras do próprio Deus.
Por isso mesmo, Ele confessará, no contexto do discurso sobre o pão vivo descido do Céu: "Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6, 68). No momento em que muitos discípulos abandonam Jesus, por considerarem duras e insuportáveis as suas palavras, Simão decide-se a permanecer com Ele. Simão acredita que Jesus é o Pão vivo descido do Céu, o único que garante ao homem a ressurreição e a vida eterna.
2. Mais tarde, quando questionados por Jesus sobre a sua verdadeira identidade, Simão responde em nome dos apóstolos: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo". Simão acertou m cheio. A resposta não podia ser ais perfeita. De facto, Jesus é o Messias que liberta, é o filho de Deus que salva os homens.
Porém, para que Simão não se iluda e não se encha de orgulho, Jesus adverte-o que a exactidão da sua resposta se deve, não às suas capacidades humanas, mas a uma graça especial de Deus. Só com a ajuda do Pai celeste, o homem pode conhecer e acreditar em Jesus como "o Messias, o Filho de Deus vivo".
Nesta ocasião, Jesus, mudando o nome de Simão para Pedro, anuncia-lhe a sua futura missão: Ele irá desempenhar um papel fundamental na construção da Igreja de Cristo.
Após a sua ressurreição, Jesus volta a examinar Pedro. Agora, repetindo por três vezes a mesma pergunta, Jesus quer testar até que ponto Pedro O ama. Examina-o sobre o amor, porque só quem a alcança o verdadeiro conhecimento.
Pedro, embora se sinta incomodado e triste com a insistência de Jesus, afirma, sem qualquer hesitação interior: "Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo". A pergunta parece-lhe desnecessária, quase uma provocação. Se Jesus sabe tudo, certamente sabe que ele o ama e o ama muito.
Jesus - Ele que sabe tudo, que conhece o mais íntimo do coração do homem - não questionou a autenticidade da resposta de Pedro. Sabe que as palavras de Pedro correspondem ao que sente o mais íntimo do seu coração. Precisamente porque sabe que Pedro o ama e o ama assim tão intensamente, Jesus pode confiar plenamente nele. Por isso mesmo, Ele confia-lhe a sua Igreja. Pedro, deve continuar na Terra a missão de Jesus: a missão de congregar, apascentar, conduzir e confirmar todos os irmãos na fé.


3. Pedro é o primeiro Papa da Igreja. É um Papa muito diferente do que nós sabemos ou imaginamos de um Papa. É um Papa qe ão tem estado para governar nem bens para administrar; é um Papa sem poder nem riqueza, não vive em palácios nem ostenta vestes esplendorosas, não ceita títulos honoríficos nem outros privilégios humanos; não sabe teologia e desconhece o direito canónico, não faz discursos complicados nem promulga leis que compliquem a vida dos fiéis.
A sua única riqueza - a riqueza que Ele sente como seu dever parilhar com os homens - é Jesus Cristo, o Messias, o Filho de Deus. Ele compreendeu a partir do exemplo do Mestre, que a grandeza do homem não está em ser servido pelos homens, mas em servir os homens por amor de Deus.
Por isso, estou persuadido que Pedro nunca teve a noção de ser Papa, muito menos Santo Padre ou Sua Santidade, menos ainda Romano Pontífice. Ao ver la do Céu como são e querem ser tratados os seus sucessores, não devem deixar de encontrar graça e, ao mesmo tempo, sentir pena.
Ele teve plena consciência de que agia em nome de Cristo e de que, além disso, devia agir e viver como Ele. Por outras palavras, não só tinha consciência de que possuía o mesmo poder de Jesus, pois Jesus confiara-lhe a sua missão, mas que o devia exercer com o mesmo espírito de serviço, de desprendimento e de humildade, com a mesma dedicação e o mesmo amor.
É isto que se espera de Pedro, do Pedro de cada tempo da história da Igreja, quer ele se chame Pedro, Paulo, João ou Bento.
A fidelidade a Jesus passa necessariamente pela imitação da sua vida, pela identificação com Ele e não apenas pela transmissão de ensinamentos. De resto, se falta a fidelidade na imitação da sua vida, é muito difícil ser fiel no anúncio do seu Evangelho.
É dever de todos nós rezar por Pedro - o Pedro dos nossos dias é Bento XVI - para que Ele seja fiel a Jesus Cristo, à verdade da sua vida e do seu Evangelho; para que assuma a Palavra de Deus como único programa da vida e acção da Igreja; para que Ele confesse com a sua vida que Jesus é o Messias e o Filho de Deus vivo; para que, desse modo Ele fortaleça a nossa fé, construa a unidade da Igreja e faça crescer o Reino de Deus no nosso Mundo.


Homilia - Pe Hugo Martins
Santuário de Fátima, 29 de Junho de 2010
Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo